segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Vendo!

E aí galera! Estou vendendo alguns equipamentos que estão parados aqui em casa. Quem tiver interesse, mande um e-mail para andreoli@live.com, e aí conversamos.



Baixo Ibanez SR1305 (Fretless, 5 cordas) – Esse é o baixo que eu usei pra gravar o DVD Live In São Paulo (Angra), e os discos Rebirth e Hunters And Prey (Angra), Nomad (Di’Anno), Inside The Eyes (Karma) e The Top Of The Mountain (FireSign). Eu mesmo arranquei os trastes. Preço: R$ 3.000,00





Baixo Ibanez SR1306 (6 cordas) – Este baixo foi utilizado em todas as tours do Angra, e usei também na gravação do Temple of Shadows (Angra), Leave Now!!! (Karma) e Freakeys. Preço: R$ 3.000,00





Baixo ESP Halibut (5 cordas, com hard case original) – Este baixo eu ganhei da ESP no Japão, e é o top de linha da marca. Usei-o na gravação do disco Aurora Consurgens (Angra), nas faixas “The Voice Commanding You”, “Out Of This World”, e “Window To Nowhere”. Preço: R$ 5.000,00





Baixo D’Alegria Defender Deluxe (5 cordas) – Feito pelos luthiers cariocas da D’Alegria, é um instrumento excelente, com uma sonoridade que remete aos Fender Jazz Bass antigos. Usei este baixo para gravar um solo no disco do Freakeys. Toquei bastante este baixo na tour do Aurora Consurgens. Preço: 2.500,00





Baixolão Takamine EG512-C (Fretless, 4 cordas) – Este baixolão tem um pré-amplificador e equalização ativos, e teve os trastes retirados por um luthier. R$ 1.500,00





E mais (todos sem caixa e sem fonte):

- Pedal de Chorus Danelectro Cool Cat - R$ 250,00
- Pedal Overdrive Danelectro Daddy O - R$ 250,00
- Pedal de Delay Danelectro Dan-Echo - R$ 300,00
- Pedal Talk-box Danelectro Free-Speech - R$ 350,00



Se tiverem alguma dúvida a respeito dos equipamentos, não hesitem em perguntar. O envio e pagamento serão combinados via e-mail.



Abraços!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A volta dos que não foram

Ah, se apenas vocês soubessem uma pequena fração de tudo o que aconteceu em 2007. É de deixar qualquer um maluco, e infelizmente eu não escapei... Mas agora tudo parece estar voltando ao normal novamente, algo como voltar do país das maravilhas, sabe? Jamais pude eu imaginar que as coisas podem mudar tanto e tão rápido na sua vida, e você às vezes só se dá conta quando é tarde demais. Nesse meio tempo você meio que larga mão de tudo, deixa a onda te levar, e só fica sabendo seu destino quando chega lá. Ok, chega de papo filosófico, e vamos falar do presente e do futuro, quem vive de passado é museu.

Dizem os sábios que depois da tempestade vem a bonança. Não sou homem do tempo, mas acho que a tempestade passou. Sendo mais claro, o Angra passou por um monte de mudanças muito radicais esse ano, e o processo não foi nada fácil. Basicamente nós enxergamos que a banda não iria muito mais longe se continuasse sendo administrada da forma como era. Felizmente tenho excelentes notícias pra vocês, que sem dúvida estão carentes de informação.

A principal mudança é que o Angra está mudando seu empresariamento. Este é um passo fundamental para a longevidade do grupo, pois os descontentamentos com o empresário já levaram a conseqüências terríveis no passado, e a história caminhava para o mesmo rumo novamente. Sinto-me muito feliz de compartilhar esta notícia com todos vocês que sempre apoiaram tanto o Angra e a mim. Os resultados desta reviravolta vão se refletir em toda a estrutura do grupo, desde os detalhes mínimos até os mais cruciais.

Uma vez concretizada a mudança, temos inúmeros projetos que queremos colocar em prática, e esta nova estrutura possibilitará que possamos realizá-los de maneira muito mais profissional, resultando em produtos de maior qualidade. Qualidade esta que também se refletirá, sem dúvida, no trabalho musical da banda, uma vez que claramente os músicos produzem mais e melhor quando estão satisfeitos e têm condições para trabalhar.

No mais é isso, respirem aliviados: o Angra está firme e mais forte do que nunca, e nós com mais vontade de trabalhar, compor, tocar e fazer tudo aquilo que sempre quisemos, por muitos e muitos anos ainda.

Muito obrigado a todos vocês que são parte fundamental desta história!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Olá 2007!


Rua Florida, Buenos Aires

Bem vindos ao meu primeiro post do ano! Aliás, feliz ano novo pra todos! Bem, comecei este ano com o pé direito, devo dizer. Passei meu Reveillon em Buenos Aires com a família da minha noiva, comprando a valer e comendo mais ainda. Trouxe até um legítimo chapéu de couro, tipicamente Argentino (lá tudo é de couro ou de carne), qualquer dia apareço com ele por aí. E também um autorama (aceito carrinhos de presente)! Em Janeiro o Angra está meio que de férias, antes de viajarmos para o Japão e Europa no fim do mês. No total serão quase dois meses longe de casa, e antes disso quero aproveitar bem pra ficar em casa curtindo e coçando um pouco.



Altar da Igreja San Martin, Buenos Aires


Meu autorama! Já está bem maior que isso.

Outra boa coisa - que na verdade aconteceu ano passado, mas vai se concretizar em 2007, é que agora sou endorsee dos baixos Yamaha! Quem estava nos últimos shows de 2006 pôde conferir dois deles em ação, mais precisamente um TRB1005 (5 cordas) e um RBXJM2 (modelo John Myung, de 6 cordas). Estou usando estes baixos temporariamente, porque os meus estão sendo fabricados exclusivamente pra mim no Japão, não é legal? Eles só chegarão em Março, de presente de aniversário! Aliás, não, porque meu aniversário é dia 7 e eu vou estar tocando em Milão... Mas eu pego na volta, sem crise. Antes de viajar vou substituir o baixo do Myung por um TRB1006, pois não me adaptei muito bem com um único captador. Mas o baixo sem dúvida é excelente, lembra bem o som do japa mesmo, que eu gosto muito.



Com o Yamaha RBXJM2

Outra coisa excelente é que este mês vocês poderão me ver na capa da revista Cover Baixo! Vai ser minha segunda capa da revista, mas a primeira vez sozinho (da outra estava junto com o Luís Mariutti). Fiquei muito feliz com isso! Fizeram uma matéria bem legal, que cobre desde a minha carreira até o meu equipamento, estudo, muitas coisas mesmo, e ainda tem transcrições de partes de todas as músicas do Aurora Consurgens. As fotos quem fez foi a Tatyana Alves, a mesma que fotografou o Kiko vestido de defunto pra capa da Cover Guitarra. Nem precisa dizer que as fotos ficaram ótimas (tirando o modelo).

Quem esteve nos últimos shows do Angra, além de conferir os baixos Yamaha, também pôde com certeza me ver tocando bateria e guitarra. Pra quem não sabe (e hoje em dia é muito difícil não saber...) virou meio que uma mania ultimamente no Angra o já famoso troca-troca, nas duas últimas músicas do show. Na primeira delas (Come Together, dos Beatles) eu toco bateria (até pus um videozinho no Youtube, clique aqui pra assistir). Na segunda (Smoke On The Water, do Deep Purple) eu toco guitarra, e se você procurar também vai achar muitos vídeos no Youtube. A parte legal disso é que eu estou indiretamente realizando um sonho muito antigo, que data de antes mesmo de eu tocar minha primeira nota no violão, que é de ser baterista. Eu realmente gosto de tocar bateria, e assim que possível iniciarei meus estudos a fundo. O único problema tem sido tocar na bateria do Aquiles, onde tudo é longe, os tambores são retos, as baquetas são pesadas e arregaçam a mão, etc... Mas vale a pena, já estou até acostumando.



Testando caixas na fábrica da Mapex, Taiwan

Outra coisa bem legal que eu fiz ultimamente foi assistir à última etapa do Trofeo Maserati, em Interlagos. Quem me convidou foi o Ilo Vinícius, que é fiscal de pista do autódromo, e me levou aos boxes, de onde assisti desde o warm-up até a bandeirada e o pódio (valeu Ilo!). Depois disso meu consolo foi andar de kart durante minha breve estadia em Brasília, em companhia da galera do Angra e também do Marcelo Barbosa (guitarrista da banda Khallice), que inclusive tirou algumas fotos e prometeu enviá-las. Assim que eu receber posto aqui.



Ilo Vinícius e eu em Interlagos


Eu em
um Maserati

Agora uma constatação curiosa: minha maior comunidade no Orkut simplesmente desapareceu!!! Onde ela foi??? Alguém sabe, alguém viu??? Um belo dia entrei no Orkut, como de costume (com um perfil “emprestado”, afinal eu não tenho Orkut com meu nome, são todos fakes, reitero), e reparei que ela já não estava mais lá. Que pena, eram quase 8 mil pessoas! Mas é claro que eu tenho a minha comunidade oficial, criada pelo Paulo André (obrigado de novo!!!), então novamente convido todos a participarem desta (clique aqui), para que possamos alcançar o mesmo ou talvez ainda maiores números.

E agora, algumas fotos da Ásia, como prometido há mil anos atrás!

No Japão (fotos by Kiko Loureiro):



Em frente a um belo templo


Ninja!!!


Em frente a um belo... sei lá, é belo e pronto.


Em uma sessão de fotos para a revista Burrn!


No escritório da Zoom em Tokyo

Em Taiwan (fotos por cortesia de Rodrigo Silveira):



Com Aquiles, Rodrigo e o amabilíssimo pessoal da Mapex


Seria o paraíso?

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Pé na estrada!

Admito que ando preguiçoso com meu blog, mas tenho uma desculpa esfarrapada justificativa extremamente plausível! Agora ao menos eu tenho assunto, já que o disco está praticamente lançado e o Angra está novamente em tour. Pra ser mais preciso, estou em Taiwan, no meu quarto de hotel, e agora passa da meia-noite.


Vento na cabeleira em Taiwan, Edu ao fundo (com o cabelo intacto)

Pra resumir um pouco o passado recente, nós começamos a fazer shows dia 30 de Setembro, em Praia Grande, e também tocamos em Xaxim e Francisco Beltrão. Estes shows serviram de aquecimento para um evento muito importante, o festival Loudpark, no Japão. A pressão era muito grande, pois o Angra era a segunda banda mais importante da noite, atrás apenas do Megadeth e à frente de bandas como Anthrax, Napalm Death, Arch Enemy e outras.

Chegamos no Japão dia 12 de Outubro, dia das crianças, após 30 horas de viagem (saímos dia 10). Fomos para um hotel que ficava a 5 minutos do local do show, numa cidade chamada Chiba, pertinho de Tokyo. O festival em si aconteceu no dia 14, sábado, num lugar gigantesco! Havia 3 palcos e 12 mil pessoas presentes, o que aumentou mais ainda aquela pressão-pré-show-num-festival-mega-importante. Bom, pra resumir bem, bem mesmo, tudo correu otimamente bem! As 12 mil pessoas de olhinhos puxados parecem ter ficado bem satisfeitas, assim como o staff do festival, a gravadora e a imprensa japonesa. A sensação foi de missão cumprida!

No domingo eu o Kiko visitamos o escritório da Zoom, em Tokyo. A Zoom fabrica efeitos para guitarra e baixo e também gravadores digitais multi-pistas. Nem precisa dizer que saímos de lá com uma sacola cheia de parafernalhas digitais de última geração! Depois fomos ao famoso bairro Akihabara, onde se concentram diversas lojas de eletrônicos e tudo mais que se possa imaginar. Saindo de lá demos uma passada num lugar que o Hiro (da Zoom) me disse 20 vezes o nome e eu não consegui guardar... Mas era bem legal (tsc, tsc...)! Tinha um templo e várias edificações tradicionais japonesas muito bonitas. O Kiko estava com a câmera e tirou algumas fotos, depois eu pego com ele e posto aqui.


Eu, Silveira e Edu no hotel em Taiwan


A poluição visual e o caos de Taipé

Na segunda pegamos o vôo para Taipé, Taiwan, onde agora me encontro. Nesses dois últimos dias nós andamos bastante por aqui, tem muitas lojas de eletrônicos, instrumentos e principalmente de tênis! Posso dizer que meus camaradas aqui bateram todos os recordes de consumo de calçados da galáxia! Eu mesmo aproveitei pra comprar alguma coisa, tem realmente umas lojas com um preço muito bom por aqui! Tênis que custam 750 Reais no Brasil aqui estão por 260! É mesmo muito tentador...


Rodrigo Fantoni (técnico de guitarra/baixo), Aquiles,
Edu, Silveira e eu em uma ponte qualquer


Cidade das lambretas

Amanhã vou com o Aquiles e o Rodrigo Silveira (nosso técnico de PA e meu grande amigo) na fábrica da Mapex. Depois posto umas fotos de lá também. Daqui pra frente devo utilizar este espaço com essa finalidade mesmo, de fazer uma espécie de diário da tour. Fiquem ligados!

Mudando um pouco de assunto, gostaria de deixar mais uma vez registrado que EU NÃO TENHO ORKUT! O engraçado é que até as pessoas que me conhecem adicionam estes perfis falsos! Será que eles são tão convincentes assim??? Por favor, não adicionem estes perfis, e ajudem a denunciá-los, pra que mais pessoas não se enganem em achar que estão falando comigo quando na verdade estão falando com outra pessoa.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Agora é só aguardar!




É isso aí! Depois de muito trabalho e dedicação, mais um disco está praticamente pronto pra ir ao forno! E, devo dizer, estou surpreso com os resultados. Acho que o Angra atingiu um nível de maturidade neste disco que irá surpreender muita gente.



Quem se lembra do meu último post sobre as gravações (se não lembra basta descer um pouco nesta mesma página) provavelmente se recorda que nós estávamos prestes a iniciar os trabalhos no estúdio Via Musique, com o Thiago Bianchi, vocalista e produtor do Karma. Pois bem, depois de todo o trabalho feito, nada mais tenho a dizer senão que o cara é muito foda. Ele foi responsável pelo timbre das guitarras, baixo, percussão e backing vocals, e surpreendeu a todos nós. Como um verdadeiro produtor, extraiu de nós o nosso melhor, e muitas vezes nos fez aventurar por terrenos até então inexplorados, mostrando a nós mesmos capacidades desconhecidas enquanto artistas. Este disco jamais seria tão bom sem Thiago Bianchi!



Não poderia eu, no entanto, deixar de mencionar o produtor oficial do disco, Dennis Ward, que simplesmente deu um show de talento e organização. O som de bateria está milhões de vezes melhor do que em qualquer trabalho que nós já tenhamos feito, e todas as nuances de cada instrumento estão sendo respeitadas e ressaltadas na mixagem, que está acontecendo enquanto escrevo este texto. Como é importante contar com pessoas que contribuem com suas visões particulares sobre a música, tornando o trabalho final um fruto de uma colaboração conjunta, recheado de arte e sentimento.

As composições, seguindo uma tendência natural do Angra, estão apontando para caminhos diversos, muitos deles inéditos na história da banda. No entanto, como sempre, sua essência e origem foram plenamente respeitadas, e mais uma vez o ouvinte poderá de imediato identificar que se trata da mesma banda, porém com músicos que se preocupam em inovar sempre. Esse é um grande desafio: como fazer algo novo e não destoar do que já foi feito por nós? Sem dúvida esta pergunta é respondida quando ouço o resultado do nosso trabalho nos últimos meses.



Abordando um lado mais técnico, tive pela primeira vez a coragem e o interesse de testar vários baixos na gravação, já que anteriormente usei meus Ibanez em 99% dos discos que gravei. Levei 10 baixos para o estúdio, e testei cada um deles, contando com a opinião do Dennis e do Thiago. No final, o vencedor: meu D’Alegria Dart FA (que é meu modelo personalizado). Como iríamos gravar algumas músicas em Ré, decidi usar também meu ESP Halibut, que tem uma escala de 35 polegadas, tornando-o ideal para afinar as cordas 1 tom abaixo sem que elas ficassem moles. Nas partes de fretless, usei meu D’Alegria A-Dart FA, que é basicamente igual ao outro, porém com uma ponte em madeira e captação piezelétrica, além de ser, obviamente, fretless (sem trastes). Em uma determinada música, tive também a oportunidade de gravar pela primeira vez com meu D’Alegria Discovery, que é um baixo vertical feito para simular um contrabaixo acústico, porém com muito mais ergonomia (sua escala é de 30 polegadas) e praticidade. Foi um desafio gravar com arco, como um cello, mas o resultado final ficou muito legal, e espero tocar este instrumento também ao vivo.

Muita gente reclama que não ouve o baixo nos discos do Angra. Creio que isso já tenha melhorado no Temple of Shadows, mas agora então, todos ouvirão com detalhes as linhas de baixo. Procurei, junto com o Thiago, conseguir um timbre que me permitisse ao mesmo tempo dar peso à música e ser ouvido no meio de tantos instrumentos. Tenho a felicidade de dizer que obtivemos sucesso, e o Dennis está sendo extremamente generoso com o volume do baixo na mixagem.



Devo também registrar aqui minha surpresa e conseqüente admiração pelos meus companheiros de banda, que se superaram em suas performances neste disco. Todos foram ágeis, inovadores, seguros e precisos. Acima de tudo, foram muito criativos e devotados à música enquanto arte, fazendo deste trabalho uma excelente forma de comemorar os 15 anos que o Angra completará em Outubro, praticamente culminando com o lançamento do disco.

Agora não vejo a hora de tocar estas músicas ao vivo, e reencontrar todos os amigos que fiz ao longo dos anos, bem como conhecer novos. Após meses sem tocar ao vivo com o Angra, terei a oportunidade de fazê-lo no próximo sábado (19 de agosto), quando tocarei com o Karma (às 17hs) e com o Angra (às 00:40). Dois shows no mesmo dia, no mesmo festival, o BMU (Brasil Metal Union). Vai ser cansativo, mas sem dúvida muito legal. Vejo vocês lá, ou em outros shows em breve!